‘Doi-Codi é tão distante da Embaixada brasileira como o céu é do inferno’, diz Dilma
Presidente critica Eduardo Saboia e afirmação de que senador boliviano corria riscos ao ficar na embaixada do Brasil em La Paz
Atualizado:
BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff se pronunciou pela primeira
vez, no início da tarde desta terça-feira, sobre a operação que trouxe o
senador boliviano Roger Pinto ao Brasil. Em tom grave, criticou
duramente a decisão tomada pelo encarregado de negócios brasileiro na
Bolívia, ministro Eduardo Saboia, que saiu de La Paz e foi até Corumbá
de carro,
em um trajeto de 22 horas. A presidente rechaçou a comparação feita
pelo ministro, que afirmou que a situação de Molina na embaixada era
semelhante a de um preso no Doi-Codi.
— Não tem nenhum fundamento acreditar que é possível que um governo em qualquer país do mundo aceite submeter a pessoa que está sob asilo a risco de vida. Se nada aconteceu, essa não é a questão. Poderia ter acontecido. Um governo não negocia vidas, um governo age para proteger a vida. Nós não estamos em situação de exceção, não há nenhuma similaridade. Eu estive no Doi-Codi, eu sei o que é o Doi-Codi. E asseguro a vocês: é tão distante o Doi-Codi da embaixada brasileira lá em La Paz como é distante o céu do inferno. Literalmente isso — afirmou Dilma.
Eduardo Saboia afirmou ao desembarcar em Brasília ontem que desejou proteger um perseguido político, da mesma forma que um dia a presidente Dilma também se viu perseguida. No aeroporto, Saboia disse não se arrepender da decisão de retirar o senador da Embaixada do Brasil em um carro da representação diplomática. Ele está neste momento reunido com o secretário-geral do Itamaraty, Eduardo Santos, para prestar esclarecimentos sobre o caso.
— Eu escolhi a vida. Eu escolhi proteger uma pessoa, um perseguido político, como a presidenta Dilma foi perseguida — declarou Saboia no Aeroporto de Brasília. — Eu me sentia como se fosse o carcereiro dele, como se estivesse no Doi-Codi — disse Saboia.
— Não tem nenhum fundamento acreditar que é possível que um governo em qualquer país do mundo aceite submeter a pessoa que está sob asilo a risco de vida. Se nada aconteceu, essa não é a questão. Poderia ter acontecido. Um governo não negocia vidas, um governo age para proteger a vida. Nós não estamos em situação de exceção, não há nenhuma similaridade. Eu estive no Doi-Codi, eu sei o que é o Doi-Codi. E asseguro a vocês: é tão distante o Doi-Codi da embaixada brasileira lá em La Paz como é distante o céu do inferno. Literalmente isso — afirmou Dilma.
Eduardo Saboia afirmou ao desembarcar em Brasília ontem que desejou proteger um perseguido político, da mesma forma que um dia a presidente Dilma também se viu perseguida. No aeroporto, Saboia disse não se arrepender da decisão de retirar o senador da Embaixada do Brasil em um carro da representação diplomática. Ele está neste momento reunido com o secretário-geral do Itamaraty, Eduardo Santos, para prestar esclarecimentos sobre o caso.
— Eu escolhi a vida. Eu escolhi proteger uma pessoa, um perseguido político, como a presidenta Dilma foi perseguida — declarou Saboia no Aeroporto de Brasília. — Eu me sentia como se fosse o carcereiro dele, como se estivesse no Doi-Codi — disse Saboia.
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