Manifestantes invadem plenário da Câmara; Henrique Alves pede "respeito"
Camila Campanerut
Do UOL, em Brasília
Do UOL, em Brasília
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Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Dezenas de manifestantes invadiram, no final da tarde desta terça-feira (20), o plenário da Câmara, local onde as votações são realizadas e onde é permitida apenas a presença de deputados
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu "respeito" aos manifestantes, que apitavam, cantavam o Hino Nacional e gritavam palavras de ordem no plenário. "Não é assim que vão conquistar os votos desse plenário. Eu faço um apelo para aqueles que querem ver essa matéria votada, sem discurso fácil e demagógico, retirem-se do recinto."
A casa é do povo, gritam manifestantes na Câmara
Mais cedo, os manifestantes já haviam ocupado o Salão Verde da Câmara dos Deputados, o corredor das comissões, além das entradas do Congresso Nacional.
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Sob vaias, Alves afirmou que assumiu um compromisso com a categoria dos policiais e que irá retomar a votação da PEC 300 até meados de setembro.
"Com a autoridade do presidente da Câmara, quero declarar aos que estão aqui me ouvindo, de maneira respeitosa e democrática, que hoje me reuni com grupo de representantes daqueles que lutam pela votação da PEC 300. Assumi de forma séria e responsável um compromisso: demos um prazo para até o dia 16 de setembro encontrarmos uma alternativa para colocar em votação a proposta."
Enquanto Alves pedia a calma e a saída pacífica dos manifestantes, eles saíam e gritavam "a casa é do povo".
Com a retirada dos ativistas, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, reiniciou os trabalhos de votação da medida provisória 614/13, que faz ajustes na reestruturação das carreiras de magistério superior em universidades e de ensino básico, técnico e tecnológico nas demais instituições federais de ensino.
Mais cedo, os plenários e corredores das comissões também foram tomados por indígenas, que são contra a PEC que transfere ao Congresso o direito de homologar terras indígenas.
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20.ago.2013
- Plenário da Câmara dos Deputados foi invadido por policiais, civis,
militares e bombeiros pedindo a votação da PEC 300. Os manifestantes
foram acompanhados por médicos contrários e favoráveis ao ato médico,
que também protestavam no local Sergio Lima/Folhapress
A invasão do plenário ocorre no dia em que uma sessão conjunta do Congresso Nacional vai analisar vetos da presidente Dilma Rousseff a quatro projetos de lei.
Os deputados e senadores irão votar quatro vetos que trancam a pauta de votações do Congresso: os vetos à MP 606, sobre Prouni e Pronatec; à MP 609, que desonerou a cesta básica; ao projeto (PL 7703/06) do Ato Médico, e ao projeto (PLP 288/13) do FPE (Fundo de Participação dos Estados).
Pouco antes do início da sessão conjunta, dezenas de papiloscopistas fizeram uma manifestação e quase invadiram o salão negro da Câmara dos Deputados. Eles são a favor da derrubada do veto presidencial sobre um assunto que ainda não está pautado pelos parlamentares. "Se derrubarmos o veto, fica o projeto como os parlamentares votaram. Vamos respeitar o Congresso", afirmou Antônio Maciel, presidente da Federação Nacional dos Profissionais em Papiloscopia e Identificação.
O projeto de lei 5649 de 2009 reconhece os papiloscopistas como peritos oficiais, mas recebeu veto integral do governo, com a justificativa de que é "inconstitucional" porque o Congresso não poderia criar uma nova categoria profissional.
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Depois
de seguidas derrotas no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff
vem sofrendo pressão para substituir sua equipe de negociação com o
Legislativo. Cinco das últimas dez propostas encaminhadas pelo governo
ao Parlamento foram rejeitadas. No caso mais recente, o da MP dos
Portos, que veio sofrendo obstrução em plenário apesar das negociações
com líderes de partidos, a medida, após aprovação na Câmara, pode perder
a validade caso não seja votada até a meia-noite desta quinta-feira
(16) pelo Senado Leia mais Arte/UOL
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