EVO MORALES, O CHEFE DO ITAMARATY.
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| Esta foto que circula pelas redes sociais diz tudo |
O
colega Augusto Nunes pertence a um restrito time de jornalistas que é
incapaz de escrever um texto capenga, mal redigido, truncando ou ainda
tentando arranjar contraditas para exibir-se como imparcial, isento e
outras bobagens correlatas exercitadas por contumazes picaretas da
comunicação. Augusto vai ao ponto sempre. E não abre mão nem a pau de
defender o Estado de Direito democrático, mormente quando se dedica à
produção de textos de opinião. Aliás, o jornalismo opinativo brasileiro
deu entrada na UTI no exato instante em que o chefe do mensalão subiu a
rampa do Palácio do Planalto. Sobram poucos com coragem de opinar. A
maioria se especializou em opinar apenas a favor do governo do PT e seus
áulicos.
Portanto, constitui sempre um verdadeiro deleite ler os texto de Augusto Nunes,
como este que vou reproduzir abaixo sintetizando a rocambolesca
história do Senador boliviano que ficou preso na embaixada brasileira em
La Paz. Lembra o vergonhoso caso de Manuel Zelaya, em Honduras. A
diferença é que Zelaya usou a sede da diplomacia brasileira em
Tegucigalpa como o seu bunker, porquanto é tido como “companheiro”. Já o
Senador boliviano, por ser de oposição, amargou um ano de prisão dentro
da Embaixada brasileira por ordem de Evo Morales. Bom, antes disso,
esse índio cocaleiro estatizou instalações da Petrobras sob os aplausos
de Lula e de seus sequazes.
Aqui
vai o artigo de Augusto Nunes. Resume tudo com seu estilo inconfundível
e revela como o lulismo destruiu a diplomacia brasileira. Leiam:
Se
conseguisse manter na vertical a espinha dorsal, o chanceler Antonio
Patriota estaria celebrando desde sábado, a exemplo dos democratas do
mundo inteiro, a chegada ao Brasil de um perseguido político asilado há
15 meses numa representação do Itamaraty — e impedido de dali sair pela
arrogância de um tirano de ópera-bufa. Como vive de joelhos, Patriota
determinou a a divulgação da seguinte nota sobre a libertação do senador
boliviano Roger Pinto Molina:
O
Ministério das Relações Exteriores foi informado, no dia 24 de agosto,
do ingresso em território brasileiro, na mesma data, do Senador
boliviano Roger Pinto Molina, asilado há mais de um ano na Embaixada em
La Paz. O Ministério está reunindo elementos acerca das circunstâncias
em que se verificou a saída do Senador boliviano da Embaixada brasileira
e de sua entrada em território nacional. O Encarregado de Negócios do
Brasil em La Paz, Ministro Eduardo Saboia, está sendo chamado a Brasília
para esclarecimentos. O Ministério das Relações Exteriores abrirá
inquérito e tomará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.
“A
nota de hoje do Ministério das Relações Exteriores reflete a crise
moral por que passa a diplomacia brasileira”, retrucou o advogado
Fernando Tibúrcio, que defende o parlamentar cassado e caçado por Evo
Morales. “Ao invés de proteger e prestigiar um funcionário que deveria
ser visto como exemplo, alguém que corajosamente tomou a única medida
cabível numa situação de emergência, o Itamaraty optou por jogar Eduardo
Saboia aos leões. Pior, inviabilizou a sua volta à Bolívia, por razões
óbvias de segurança”.
Tibúrcio
constatou que, na ânsia bajular o lhama-de-franja, o chanceler “não foi
capaz nem mesmo de lembrar que a esposa do Ministro Conselheiro Eduardo
Saboia, funcionária do Consulado-Geral em Santa Cruz de la Sierra, e os
filhos do casal, permanecem na Bolívia”. A nota oficial abjeta confirma
que, se dependesse do ministro, a clausura de Pinto Molina se
estenderia por muitos meses, ou anos. A sorte do senador é que ainda há
no Itamaraty homens que honram o legado da instituição, cultivam valores
morais e não desengavetam os direitos humanos apenas quando lhes
convém.
“Se
tudo deu certo, se uma grave questão humanitária foi resolvida, foi
graças aos funcionários da embaixada”, afirma Tibúrcio. Segundo o
senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações
Exteriores e um dos participantes do resgate de Pinto Molina, a vítima
de Evo Morales viajou de La Paz para o Brasil acompanhado por Eduardo
Saboia e escoltado por fuzileiros navais que integram o esquema de
segurança da embaixada. (Nessa espécie de missão no exterior, militares
se subordinam não ao Ministério da Defesa, mas ao chefe da representação
diplomática).
Na
viagem de 22 horas até Corumbá, a 1.600 km de distância, os dois carros
com placas consulares que transportaram o grupo passaram por cinco
postos policiais antes de alcançar a fronteira da Bolívia com Mato
Grosso do Sul. Já em território brasileiro, Saboia telefonou para
Ferraço. “Ele me disse que não tinha como levar o senador até
Brasília”, relata o parlamentar capixaba. “Tentei falar com o presidente
Renan Calheiros e com outras autoridades, sem sucesso. Então consegui
um avião e fui buscá-lo e levá-lo para Brasília”.
Ferraço
confirmou que Sabóia se vinha mostrando crescentemente preocupado com a
situação de Pinto Molina: “Ele me disse que advertiu o Itamaraty,
porque a situação logo ficaria inadministrável. Molina estava com
depressão, sua saúde estava se deteriorando”. Inconformado com o teatro
do absurdo, Saboia avisou que, se aparecesse alguma oportunidade, ele
próprio trataria de resolver o impasse. “Não sei se o governo
acreditou”, diz Ferraço.
Não
acreditou, grita a reação repulsiva dos condutores da política externa
da cafajestagem. Também surpreendido com a viagem rumo à liberdade do
senador que ousou enfrentá-lo, Evo Morales determinou ao Ministério das
Relações Exteriores que rebaixasse Pinto Molina a “fugitivo da Justiça”.
Se pudesse, o chanceler de Dilma Rousseff já teria deportado o
perseguido. Agora é tarde: por enquanto alojado na casa de Ferraço,
Roger Pinto Molina é um asilado político que o governo está obrigado a
proteger.
Os
democratas venceram mais uma. E terminaram o fim de semana estimulados
pela reafirmação de que um Eduardo Paes Saboia vale mais que centenas de
antonios patriotas.
FONTE: http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2013/08/evo-morales-o-chefe-do-itamaraty.html

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