Julgamento do mensalão - 18/09/2013
16:15 – Celso de Mello aborda agora a questão do foro privilegiado, que prevê exclusivamente ao STF o direito de julgar deputados federais, senadores, o presidente da República e o procurador-geral da República, por exemplo, e afirma que houve uma “falta de comedimento” do legislador ao definir autoridades com prerrogativa de foro.
16:06 – Em seu voto, Celso de Mello rebate argumentos utilizados por ministros que rejeitaram a hipótese de embargos infringentes no mensalão. Diz, por exemplo, que quatro votos em benefício do réu são “altamente significativos” no contexto de um tribunal que tem apenas 11 integrantes e afirma que a previsão de infringentes no Supremo não viola o princípio da isonomia, porque o julgamento da ação penal originária ocorre em instância única. As duas ponderações haviam sido levantadas pelos ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia ao negarem, em sessões plenárias passadas, a hipótese do recuso.
No debate desta noite, transmitido ao vivo pelo site de VEJA a partir das 19h30, Augusto Nunes e convidados discutirão a fala do ministro...
15:55 – O ministro também rejeita a interpretação, dada por outros integrantes da corte, de que o artigo 333 teria sido revogado, ainda que implicitamente. “Não se presume a revogação tácita das leis, especialmente se se considerar que não incide qualquer das hipóteses configuradoras das revogações normativas”, diz. Para ele, não houve revogação tácita, implícita ou indireta da norma que prevê os infringentes no STF. O decano se remete à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, que afirma que “a lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior”.
14:46 – Para produzir o voto de desempate e definir se cabem embargos infringentes na ação penal do mensalão, Celso de Mello encomendou levantamentos sobre mudanças legislativas promovidas nos últimos anos. No fim de semana, quando estava em uma livraria, o ministro foi abordado por pessoas que pediram que ele “fizesse justiça” e não aceitasse os infringentes no mensalão.

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