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Copo está meio cheio com viés de alta, diz Dilma sobre pacto após protestos
A presidente Dilma Rousseff fez neste sábado um balanço dos cinco pactos lançados após as manifestações ocorridas em várias cidades do País. Para ela, "o copo está meio cheio, com viés de alta". A análise foi feita em Porto Alegre (RS), onde a presidente anunciou investimentos em mobilidade urbana. Melhorias na área são o objetivo de um dos pactos anunciados pelo governo em julho, que também incluem saúde, educação, reforma política e estabilidade econômica.
"É importante o fato de que o Brasil é um dos únicos países em que manifestações não foram demonizadas e colocadas como um inimigo público número 1. Temos escutado e entendido as vozes das ruas e temos avançado. Para nós, há um resultado importante desse processo de pactuação", afirmou, dizendo ainda que a população não apoia o vandalismo.
De acordo com Dilma, o governo federal já tinha investido R$ 90 bilhões em obras de mobilidade, e destinará outros R$ 50 bilhões. "Levamos em conta que o Brasil cresce aceleradamente e as pessoas querem serviços públicos de qualidade, não querem voltar ao passado. Querem avanços", afirmou.
Ela falou mais uma vez sobre os recursos dos royalties do pré-sal para educação e sobre o programa Mais Médicos para a saúde. "Vamos acelerar cada vez mais os investimentos", garantiu sobre a construção de unidades de pronto-atendimento (UPA) e postos de saúde.
Em relação à situação econômica, a presidente considerou que o País "honra o pacto pela estabilidade macroeconômica, inflação sob controle e menor relação da dívida". Segundo Dilma, a maioria dos países tem um endividamento muito alto. "Quando se considera o PIB (Produto Interno Bruto), em relação ao conjunto real aportado pela sua economia, nossa relação é de 35%, que é muito baixa, 33,4%, na verdade, mas isso oscila."
No evento do qual Dilma participou na capital gaúcha, também estavam presentes os ministros do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário; e da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas.
Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.
A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.
A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.
A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas
fonte:http://noticias.terra.com.br
Um comentário:
É lamentável, mas o PT deixa claro que apoia a atitude do Lindbergh Farias, que chamou o povo de retardado; dizendo que não temos condições de decidir nada diretamente, como nos EUA e Europa. A Suíça faz isso desde o século 13. Ou seja, para eles somos cidadãos inferiores aos suíços de quase mil anos atrás.
Veja o texto abaixo da PEC 45/2011:
“Os projetos de lei de iniciativa popular, quando rejeitados pelo Congresso Nacional, serão submetidos a referendo se, no prazo de um ano, cinco por cento do eleitorado nacional, distribuídos em pelo menos cinco estados, com não menos de três décimos dos eleitores de cada um deles, o requerer.”
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=90865&tp=1
Vejam uma das várias resoluções elaboradas democraticamente pela militância do próprio PT, cobrando apoio à democracia direta:
"Apoiar e desenvolver projetos de lei de iniciativa popular, leis cidadãs, que indiquem e aprofundem os caminhos para uma relação positiva entre a democracia direta e a democracia representativa, e que permitam o enfrentamento dos desafios do País pela própria intervenção do nosso povo."
http://www.slideshare.net/PTPARANA/resoluo-poltica-do-4-congresso-nacional-do-pt
VEJAM O QUE ESSE SENADOR ESCREVEU EM SEU RELATÓRIO PARA A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, A RESPEITO DA PEC 45/2011:
"Claro que não podemos ser ingênuos e ignorar os riscos que
nos espreitam. Nosso continente tem sido abalado por iniciativas de
inspiração populista, que se caracterizam pelo esvaziamento das mediações
institucionais, particularmente pelo acuamento do Poder Legislativo. O uso
indevido de referendos, plebiscitos e consultas populares pode redundar na
desmoralização e esvaziamento do instituto da representação política
institucionalizada.
Quero dizer que me posiciono firmemente contrário à
dilapidação das mediações institucionais que o Parlamento realiza como
sua missão precípua. Nas democracias que merecem esse nome, a vontade
popular é recepcionada e processada no Parlamento, sendo tão mais
respeitada quanto melhor combinada a princípios constitucionais de fundo,
como o direito das minorias e o compromisso com a preservação de
direitos e liberdades elementares, assim como com as cláusulas pétreas que
nos inspiram, circunscrevendo o âmbito do dinamismo normativo."
http://legis.senado.leg.br/mateweb/arquivos/mate-pdf/132215.pdf
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=99067
Ou seja, ele RETIROU DO TEXTO DA EMENDA O NOSSO DIREITO DE CONVOCAR REFERENDO, CASO ELES REJEITEM NOSSAS PROPOSTAS DE LEI. Esse sujeito é contra o povo ter direito de decidir diretamente os assuntos mais relevantes, como se faz nas nações mais desenvolvidas do mundo; e acha que devemos continuar sendo tratados como retardados, pois quem precisa de tutor ou representante é incapaz (INCAPAZ = CRIANÇA OU RETARDADO). Vejam como as decisões são tomadas nesses países:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=301437356658600&set=a.300951956707140.1073741826.300330306769305&type=3&theater
Os EUA chegam a votar cerca de 300 plebiscitos convocados pelo povo a cada eleição, possibilitando que o povo feche cada brecha deixada pelos políticos para a corrupção
AÍ FICA UMA PERGUNTA AO NOSSO SENADOR:
Sr. Lindbergh Farias, o sr. é retardado, imbecil, não sabe o que é uma democracia direta, ou traiu mesmo a resolução de sua própria militância, e as exigências de parte significativa das manifestações de rua?
FICA TAMBÉM UMA PERGUNTA AOS PETISTAS:
Vocês não vão fazer nada a respeito disso? Não existe conselho de ética no partido? As resoluções da militância são feitas pra se jogar no lixo?
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