Sindicato forma comando para garantir segurança em protestos
Professores realizam nesta quinta-feira manifestação para pedir audiência de negociação
Célia Costa
Ana Cláudia Costa
Atualizado:
RIO — A coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de
Ensino (Sepe), Marta Moraes, disse nesta quinta-feira que um comando
com integrantes do sindicato será formado para garantir a segurança dos
professores durante os protestos.
Segundo ela, no entanto, não há uma política de enfrentamento. A ideia é
organizar a proteçao dos docentes, identificando, durante as passeatas,
quem esteja incentivando a violência. A categoria realiza um novo
protesto nesta quinta-feira. O objetivo é tentar uma audiência de
negociação. Os manifestantes se concentram no Largo do Machado. Eles
seguirão até o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, e de lá para o Palácio
da Cidade, em Botafogo.
—
Quando falamos, durante a assembleia de ontem (quarta-feira) em
organizar a nossa própria autodefesa, o termo causou muitas dúvidas. O
que estamos fazendo é organizar a nossa proteção. Nas nossas
manifestações, a maioria dos integrantes é mulher e há idosas e
estudantes. Vamos formar um comando para ficar atento a qualquer início
de provocação. Seja por parte de integrantes infiltrados ou policiais do
Serviço Reservado (P2) que estejam iniciando um confronto. O comando
estará atento também a qualquer forma de truculência por parte da
Polícia Militar — disse Marta Morares.
Danilo Serafim, um dos diretores do sindicato, disse que os professores serão orientados a usar máscaras para se proteger de spray de pimenta e gás lacrimogêneo nas manifestações. Segundo Danilo Serafim, as recomendações serão dadas a partir do ato desta quinta-feira.
— Não temos como fazer com que os professores se defendam das balas de borracha, por exemplo. Não teríamos com usar coletes, mas falaremos das medidas de proteção — disse Danilo.
Cerca de 60 profissionais da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec) fizeram uma assembleia no Largo do Machado, enquanto a passeata não começava. No encontro, ficou acertado que uma comissão de professores da Faetec vai se encontrar com o deputado Paulo Melo (PMDB) na Assembleia Legislativa (Alerj) ainda nesta quinta-feira.
A greve dos professores do estado começou no dia 8 de agosto. O sindicato rejeitou o índice de aumento de 8% aos professores da rede estadual. Entre as reivindicações da categoria está a reposição da perda salarial de 26% acumulada em cinco anos, segundo o Sepe. De acordo com Danilo Serafim, o outro ponto de reivindicação é a mudança de uma das modalidades de matrícula. Professores do segundo segmento do Ensino Fundamental (do 6º ao 9º ano) e do Ensino Médio têm uma carga de horária de 16 horas. Segundo o diretor do Sepe, na maioria dos casos, o cumprimento é feito em até três escolas em localidades distantes. A categoria pede que a carga horária seja cumprida em apenas uma escola, o que foi vetado pelo governador Sérgio Cabral.
Sindicato defende Black Blocs
Na tarde de quarta-feira, o Sepe divulgou um documento onde defende os Black Blocs das ações policiais e anuncia que o sindicato vai organizar sua própria autodefesa durante os protestos. No manifesto, divulgado logo após a assembleia que decidiu pela manutenção da categoria, a entidade acrescenta que “toda a ajuda é bem-vinda, desde que se submeta às concepções e às tradições da categoria”.
No Facebook, a página “Black Prof“ afirma que agora os professores também vão ser Black Blocs. Alguns usuários chegam a louvar as ações de vandalismo na página. Uma das imagens mostra um “ursinho carinhoso” do PSTU para ironizar quem é contra o vandalismo.
Em sua página na internet, o grupo Anonymous divulgou uma espécie de manual de enfrentamento em manifestações com orientações sobre como se portar, se proteger contra os efeitos do gás lacrimogêneo e do spray de pimenta e cobrir tatuagens, a fim de dificultar a identificação.
Danilo Serafim, um dos diretores do sindicato, disse que os professores serão orientados a usar máscaras para se proteger de spray de pimenta e gás lacrimogêneo nas manifestações. Segundo Danilo Serafim, as recomendações serão dadas a partir do ato desta quinta-feira.
— Não temos como fazer com que os professores se defendam das balas de borracha, por exemplo. Não teríamos com usar coletes, mas falaremos das medidas de proteção — disse Danilo.
Cerca de 60 profissionais da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec) fizeram uma assembleia no Largo do Machado, enquanto a passeata não começava. No encontro, ficou acertado que uma comissão de professores da Faetec vai se encontrar com o deputado Paulo Melo (PMDB) na Assembleia Legislativa (Alerj) ainda nesta quinta-feira.
A greve dos professores do estado começou no dia 8 de agosto. O sindicato rejeitou o índice de aumento de 8% aos professores da rede estadual. Entre as reivindicações da categoria está a reposição da perda salarial de 26% acumulada em cinco anos, segundo o Sepe. De acordo com Danilo Serafim, o outro ponto de reivindicação é a mudança de uma das modalidades de matrícula. Professores do segundo segmento do Ensino Fundamental (do 6º ao 9º ano) e do Ensino Médio têm uma carga de horária de 16 horas. Segundo o diretor do Sepe, na maioria dos casos, o cumprimento é feito em até três escolas em localidades distantes. A categoria pede que a carga horária seja cumprida em apenas uma escola, o que foi vetado pelo governador Sérgio Cabral.
Sindicato defende Black Blocs
Na tarde de quarta-feira, o Sepe divulgou um documento onde defende os Black Blocs das ações policiais e anuncia que o sindicato vai organizar sua própria autodefesa durante os protestos. No manifesto, divulgado logo após a assembleia que decidiu pela manutenção da categoria, a entidade acrescenta que “toda a ajuda é bem-vinda, desde que se submeta às concepções e às tradições da categoria”.
No Facebook, a página “Black Prof“ afirma que agora os professores também vão ser Black Blocs. Alguns usuários chegam a louvar as ações de vandalismo na página. Uma das imagens mostra um “ursinho carinhoso” do PSTU para ironizar quem é contra o vandalismo.
Em sua página na internet, o grupo Anonymous divulgou uma espécie de manual de enfrentamento em manifestações com orientações sobre como se portar, se proteger contra os efeitos do gás lacrimogêneo e do spray de pimenta e cobrir tatuagens, a fim de dificultar a identificação.
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